Pediatria: Uma Abordagem Integrativa

II Congresso Internacional de Osteopatia Clássica

1-2 Outubro 2022 | Auditório Hospital SOERAD, Torres Vedras, Portugal

Este foi o II Congresso Internacional de Osteopatia Clássica que decorreu em Portugal, organizado pela APOC – Associação Portuguesa de Osteopatia Clássica, em parceria com o IPOC – Instituto Português de Osteopatia Clássica.

O congresso foi traduzido em simultâneo (Português-Inglês e Inglês-Português) e teve uma limitação de 100 inscrições presenciais.

O workshop realizou-se com uma limitação de 40 inscrições presenciais.

Programa

Comissão Científica: Francisco Toscano, Marco Silvestre e Hélder Cunha Comissão Organizadora: Luciane Bento, Tânia Santos, Miguel Otero e Carolina Vieira

1 Outubro | Workshop

  • 09h00-12h00 e das 14h00-17h00
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  • “Exploração da abordagem de tratamento infantil de John Wernham” (Teoria e Prática) Christopher Batten DO
  • Tendo trabalhado em estreita colaboração com John Wernham, Christopher Batten irá examinar esta abordagem, as técnicas envolvidas e associadas e irá dirigir um workshop sobre o seu uso e aplicação com vídeo ou demonstração.
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  • “Cuidar de bebés e crianças – aplicando os princípios osteopáticos à pediatria” (Teoria e Prática) Karen Carroll DO
  • Karen tem 28 anos de experiência no Centro Osteopático para Crianças, em Londres. Este workshop irá abordar algumas diferenças entre anatomia e fisiologia pediátrica e adulta, irá também desenvolver a compreensão do que é relevante no histórico do caso e exame para bebés e crianças menores de 3 anos e como isso nos ajuda a aplicar os nossos princípios osteopáticos e abordagem craniana a bebés e crianças pequenas para melhor integrar aspetos da história, sintomas e achados osteopáticos em um todo significativo para apoiar o tratamento. Ver vídeo

2 Outubro | Congresso

    • 8h30 – Abertura Secretariado
    • 9h00 – Abertura do Congresso | Marco Silvestre DO (PT)
    • 9h10Uma Visão da Pediatria Segundo os Princípios Osteopáticos Clássicos | Sandy Antunes DO (CAN)
    • 9h40 – Escoliose idiopática do adolescente – uma abordagem multidisciplinar | Ana Bia MD (PT)
    • 10h10 – A boca | Rita Sousa Tavares MD (PT)
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    • 10h40 – Pausa para café
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    • 11h10 – Princípios básicos da amamentação | Cátia Cardoso CAM (PT) 
    • 11h40 – O contributo da osteopatia no desenvolvimento global em alunos com perturbação de hiperatividade e défice de atenção (phda) do 1º ciclo do ensino básico – um estudo de caso múltiplo | Hélder Cunha DO (PT)
    • 12h10 – Intervenção da Osteopatia na esfera Craniofacial | Bruno Cunha DO (PT)
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    • 12h40 – Pausa para almoço
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    • 14h10 – Valorização da disfunção craniana Miguel Oliveira DO (PT)
    • 14h40 – Osteopatia Craniana para bebés, crianças e adolescentes | Karen Carroll DO (UK)
    • 15h10 – Princípios de tratamento da asma infantil e estudo de caso | Christopher Batten DO (UK)
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    • 15h40 – Pausa para café
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    • 16h10 – A Terapia Sacro Craniana em Pediatria | José Campos DO (PT)
    • 16h40Pediatria Integrativa & Práticas Clínicas | Cláudia Minchetti MD (BR)
    • 17h10 – Estudo de Caso no âmbito do Trabalho Final de Curso Especialização em Osteopatia Clássica 2019/22. “O contributo da Osteopatia Clássica em lombalgia submetida a Artrodese Transpedicular” | Fábio Serieiro EOC (PT)
    • 17h40 – Sessão Especial – Apresentação dos melhores Posters – Comunicações Livres
    • 18h10 – Entrega dos Diplomas aos Finalistas do Curso de Especialização em Osteopatia Clássica 2019/22
    • 18h30 – Entrega dos Prémios ao melhor Poster – Comunicação Livre
    • 18h40 – Nomeação do Prémio APOC Carreira & Reconhecimento 2022
    • 19h00 – Encerramento Congresso

Oradores

Christopher Batten DO

Christopher Batten DO

Após a graduação em Osteopatia Clássica sob a orientação de John Wernham, Christopher formou-se em 1989 e praticou Osteopatia Clássica durante 33 anos. Começou a ensinar no Colégio de John Werham em 1991, ensinando a perspetiva osteopática sobre a patologia. Tem ensinado quase continuamente desde então. Em 1999, envolveu-se com o Instituto de Osteopatia Clássica, inicialmente como Presidente e conferencista, depois como Secretário e Diretor de Ensino, que mantém até hoje. É apaixonado por manter vivos os ensinamentos dos osteopatas originais e a sua abordagem à saúde, com o benefício de mais de cem anos de prática clínica.

Tema a apresentar: “Princípios de tratamento da asma infantil e estudo de caso”.

Resumo: Christopher Batten DO discutirá a perspectiva osteopática clássica na cura da asma com referências a casos tratados até ao “ponto de cura” nessas crianças.

Karen Carroll DO

Karen Carroll DO

Karen dirige a Clínica Osteopática Amersham, Buckinghamshire, Reino Unido, além de ser Consultora da Fundação para Osteopatia Pediátrica / Centro Osteopático para Clínica Infantil, Londres, Reino Unido desde 2005. A sua formação em Osteopatia foi no British College of Naturopathy and Osteopathy. Karen ensina Osteopatia Pediátrica de Pós-Graduação no Reino Unido, Europa e América do Sul e é membro do corpo docente da SCCO. Leciona nos cursos da Biobasics UK. É presidente do subcomité de pesquisa da SCCO e faz parte do Grupo de Gestão de Ensaios CUTIES (National Council for Osteopathic Research).

Tema a apresentar: “Osteopatia Craniana para bebés, crianças e adolescentes”

Resumo: Quer tratar de bebés e crianças? Os desafios e as recompensas de 30 anos a trabalhar na osteopatia pediátrica – encontrar o desconhecido, desenvolver curiosidade e criatividade na palpação osteopática, diagnóstico e tratamento de bebés e crianças.

Francisco Toscano Jimenez DO

Francisco Toscano DO

Natural de Frankfurt – Alemanha, reside atualmente em Málaga – Espanha. Francisco é conferencista Internacional. Desde do ano de 2006 vem lecionando aulas de Osteopatia Clássica em Inglaterra, Finlândia, Espanha, Suécia, Portugal, Suíça e Canadá. Conferencista e coorganizador de várias conferências e palestras organizadas pelo JWCCO – “The John Wernham Memorial Lecture”.

Tema a apresentar: “Uma reflexão osteopática e avaliação do crescimento e desenvolvimento integrativo do comportamento motor e cognitivo”

Resumo: Esta apresentação enfatiza a reflexão e avaliação do crescimento e desenvolvimento, estrutura e função sob as leis biológicas e princípios osteopáticos. A noção de Integração apresenta uma base fundamental que permite e reconhece as complexidades da física fisiológica no desenvolvimento inicial do corpo humano. O nosso objetivo de desmistificar o eterno debate Nature vs Nurture na biologia e esclarecer a sua relação simbiótica irá fornecer o ponto de partida de uma abordagem terapêutica verdadeiramente holística centrada no paciente.

Ana Bia MD

Ana Bia MD

Atualmente, exerce Ortopedia e Traumatologia no Centro Hospitalar do Oeste – Torres Vedras. Em 2008 concluiu os estudos de Medicina, na Faculdade de Medicina de Lisboa, Lisboa – Portugal.

Tema a apresentar: “Escoliose Idiopática do Adolescente – uma abordagem multidisciplinar”

Resumo: A Escoliose caracteriza-se por um desvio lateral da coluna no plano coronal com um ângulo de Cobb superior a 10 graus, associado a um componente rotacional das vértebras. Pode ser considerada como uma deformidade tridimensional da coluna vertebral por apresentar alterações no plano coronal, sagital e axial.A escoliose pode ser classificada em funcional ou estrutural.  A primeira decorre de elementos externos à coluna que resulta em curvas leves que desaparecem com a flexão anterior ou lateral. A estrutural, por sua vez, resulta numa curva fixa que não corrige com a mudança posicional. Pode ainda subdividir-se a escoliose estrutural segundo a sua etiologia em: congénita, causada por uma malformação nas vértebras; neuromuscular, que resulta de desequilíbrio muscular dos estabilizadores da coluna devido a condição neurológica (paralisia cerebral, distrofia muscular, espinha bífida, síndrome de Marfan, lesões da medula espinhal); ou então de idiopática quando a etiologia é desconhecida.A Escoliose idiopática do adolescente (EIA) engloba entre 80-90% dos casos de escoliose idiopática pediátrica, com uma prevalência na população geral de 2 a 3%. Cerca de 10% dos adolescentes diagnosticados requerem tratamento conservador e 0.1 a 0.3% tratamento cirúrgico. Nos doentes com pequenas angulações, verificou-se que a prevalência no sexo masculino e feminino é igual, contudo, se se avançar para curvas de maior magnitude o mesmo não se verifica, observando-se que os adolescentes do sexo feminino apresentam uma maior prevalência e também um maior risco de progressão. A EIA é uma doença multifatorial com predisposição genética. Foram propostas diversas etiologias desde causas genéticas, alterações neuromusculares, disfunções metabólicas e hormonais, crescimento vertebral assimétrico, fatores biomecânicos ou ambientais.A nível sintomatológico, a EIA geralmente não cursa com sintomas evidentes, logo o seu diagnóstico muitas vezes advém de exames físicos de rotina no médico de família, rastreios nas escolas ou até mesmo suspeitas por alguns elementos da família. O principal sinal que pode alertar para a sua existência são as assimetrias, nomeadamente do peito, da anca e dos ombros. Pode ser também evidente uma gibosidade na zona torácica.Considerando a história natural relativamente benigna da EIA, o tratamento cirúrgico está reservado para grandes curvas progressivas, estando o tratamento conservador indicado em curvas menores ou que ainda não possuem indicação cirúrgica. O grande objetivo do tratamento conservador é evitar a progressão da curva para que não seja necessária uma futura intervenção cirúrgica, melhorar a estética e a qualidade de vida do doente e, eventualmente, diminuição da dor caso esteja presente.

Bruno Cunha DO

Bruno Cunha DO

Doutorando em Atividade Física e Saúde, Mestrado em Educação Social e Intervenção Comunitária, e Diploma em Osteopatia (Cédula prof. Osteopatia) /Especialista em Osteopatia por provas públicas. Licenciado em Fisioterapia. Professor Adjunto de Osteopatia na Escola Superior de Saúde Ribeiro Sanches- IPluso (Portugal), Prof. convidado no Curso de Osteopatia da Faculdade Inspirar- Brasil; Politécnico do Porto. Escola Superior de Saúde do Porto; Coordenador do Dep. Terapias e Reabilitação da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão com Deficiência Mental – APPACDM de Sant. Osteopata em Prática privada.

Tema a apresentar: “Intervenção da Osteopatia na esfera Craniofacial”

Resumo: A palestra visa abordar a Intervenção da Osteopatia na esfera craniofacial e sua relação com os diferentes sistemas (Caso Clínico). O crânio do recém-nascido apresenta muitas vezes diferentes formas oriundas de diversas etiologias, que podem estar na origem de disfunções na idade pediátrica. De acordo com a osteopatia, a presença de sintomas/patologias está associada à generalidade dos casos e consequentemente às alterações da região craniofacial e ao seu normal funcionamento. A atuação da osteopatia na pediatria é feita por meio de técnicas específicas adaptadas e suaves, diferentes da intervenção no adulto. Desta forma, é importante perceber o papel do osteopata como complementaridade nas equipas multidisciplinares, os seus limites, a sua intervenção, os seus objetivos e as evidências da sua atuação.

Cátia Cardoso CAM

Cátia Cardoso CAM

2022 – Curso Doula Pós-parto – Rede Portuguesa de Doulas; 2019 – Workshop Massagem para bebés com atraso no desenvolvimento – Peter Walker; 2018 – Formação Consultoria em Babywearing – Crianza Natural; 2017 – Formação de Conselheira em Aleitamento Materno (CAM) – SOS Amamentação; 2017 – Curso Terapeuta Massagem Ayurveda – IMT; 2017 – Curso Terapeuta Massagem Shantala – IMT; 2013 Nov – Reiki Nível II – Mestre Sónia Ferreira; 2013 Jan- Reiki Nível I – Mestre Miguel Esteves.

Tema a apresentar: “Princípios básicos da amamentação”

Resumo: Processo químico da amamentação; Importância do bem-estar da mãe na amamentação; Iniciar com o pé direito; A pega; Posições na amamentação.

Hélder Cunha DO

Hélder Cunha DO

É natural de Valado dos Frades concelho da Nazaré onde reside atualmente, Hélder é um osteopata com mais 18 anos de experiência clínica, nomeadamente na área do desporto amador e de alta competição onde se destacam as seguintes práticas desportivas: Hóquei em Patins, Futebol, Triatlo e Badminton. Iniciou a sua docência como professor assistente em 2013 no JWCCO – Portugal no qual se tem vindo a revelar um fervoroso instigador dos princípios e do conceito que rege a Osteopatia Clássica.

Tema a apresentar: “O contributo da osteopatia no desenvolvimento global em alunos com perturbação de hiperatividade e défice de atenção (phda) do 1º ciclo do ensino básico – um estudo de caso múltiplo”

Resumo: Esta apresentação pretende divulgar junto da comunidade Científica o primeiro trabalho académico (tese de Mestrado) realizado e publicado (RCAAP) em Portugal, de um estudo de “Caso Múltiplo” em Osteopatia.Este trabalho teve como principal objectivo, colocar em evidência o contributo da Osteopatia, recorrendo à Rotina do Tratamento Osteopático de Ajuste do Corpo, no desenvolvimento global de quatro alunos do 1º Ciclo do Ensino Básico com Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA).Neste sentido pretendemos partilhar, primeiro, as alterações verificadas no desenvolvimento cognitivo e psicossocial com base na perspectiva da Escola, da Família e da Comunidade, segundo, o efectivo desenvolvimento global dos alunos estudados, e por fim, demonstrar a potencial mais-valia da osteopatia no tratamento de alunos com PHDA.

José Campos DO

José Campos DO

Osteopata com especialização em Terapia Sacro Craniana. Nascido em 1966, em Portugal, viajou para a África do Sul onde permaneceu até 1992. Formação Superior em Homeopatia (África do Sul); Diploma em Nutrição (África do Sul); Formação na área do desporto (África do Sul); Curso Superior de Osteopatia (Inglaterra – 1999); Formação em Terapia Sacro Craniana e Manipulação Visceral; Professor de Terapia Sacro Craniana, formado nos EUA – 1998. Iniciou a sua atividade clínica em Portugal, em 1992.

Tema a apresentar: “A Terapia Sacro Craniana em pediatria”

Resumo: A abordagem terapêutica. Casos clínicos. A integração dos pais na terapia. Estatísticas internacionais.

Miguel Oliveira DO

Miguel Oliveira DO

É natural de São João de Vêr onde reside atualmente. Miguel é um osteopata com 13 anos de experiência clinica ao serviço da formação no Futebol Clube do Porto, na qual tem vindo a desenvolver a sua prática clínica na área da especialização pediátrica.

Tema a apresentar: “Valorização da disfunção craniana”

Resumo: 

A função craniana no bebé é uma das mais importantes componentes de uma avaliação pediátrica osteopática. A maior viagem das nossas vidas tem um impacto físico natural todavia violento, nomeadamente na cabeça do recém-nascido. Será importante ajudar o bebé nessa recuperação pós nascimento? O moulding craniano acontece sempre como expectável? Será importante guiar o seu desenvolvimento pelo caminho mais adequado? Será importante valorizar e integrar a função do seu todo nos timmings certos? Qual o interesse da avaliação do adulto com o raciocínio pediátrico? A disfunção resolve com o tempo?Como devemos perspetivar o bebé no adulto e vice-versa na consulta pediátrica?

Rita Sousa Tavares MD

Rita Sousa Tavares MD

Prática exclusiva em Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia e Oclusão; Pós-graduada em Odontopediatria, Grávidas e Bebés, Ortodontia, Oclusão e Ortopedia Funcional dos Maxilares, e Normalização de Respiração pelo método Buteyko – Breathing Normalization Specialist; Invisalign – alinhadores dentários; NOA – dispositivo de avanço mandibular – distúrbios do sono e Apneia; Formadora de Formadores; Investigadora, coordenadora da consulta de prevenção infantil, Consultadoria em Ortopedia Funcional dos Maxilares e Normalização de Respiração. Formadora em cursos integrados e em Congressos nas diversas áreas da saúde e para a população.

Tema a apresentar: “A Boca”

Resumo: O início de tudo? A forma como nos adaptamos à sociedade e ao meio envolvente tem repercussões muito além das notadas. Cada vez mais, como profissionais de saúde notamos coincidências nas características dos pacientes que recorrem às nossas consultas. Em geral, existem desculpas ‘normais’ de antecedentes familiares. Estarão essas características mesmo nos pacientes quando nascem ou serão um conjunto de fatores a que estão expostos e que se perpetuam na mesma família por gerações. Desde os alimentos que consumimos, à forma como os consumimos, hábitos diários e a falta de verdadeiros fios condutores estarão a mudar as nossas crianças, a sua boca, respiração, mastigação e restantes funções do aparelho estomatognático. É possível recuperar, quando deixamos de ver a doença e passamos a olhar para a pessoa, qualquer que seja a sua idade e condição, é importante que o profissional de saúde saiba o que procura. Restabelecer a saúde e não apenas tratar a doença.

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